Usando a alimentação a favor dos dentes

Jorge Iarossi

São notórios os benefícios da alimentação para a saúde do organismo. A parte dentária não poderia ficar de fora. Frutas e legumes têm papel determinante na saúde bucal, atuando como adstringentes. Frutas ácidas, como o abacaxi, também são bem vindas, já que aumentam a salivação, item importante na manutenção da saúde da boca.

Porém, há o outro lado da moeda. A ingestão de alimentos artificiais combinada com a ausência ou má higienização pode gerar alguns problemas. Itens com corantes, por exemplo, mancham e escurecem os dentes. Por sua vez, os alimentos açucarados colaboram com o surgimento de cáries. Outro aspecto é a união do açúcar com os ácidos em refrigerantes que ocasiona erosões nos dentes, aumentando a sensibilidade dentária.

Conhecidos por sua atuação positiva no fortalecimento dos dentes, os derivados do leite também podem se tornam vilões da saúde bucal caso não seja efetuada uma correta higienização após sua ingestão. Isso porque esse tipo de alimento fermenta, formando ácidos e ajudando na descalcificação do esmalte e, consequentemente, criando cárie, podendo ainda colaborar com a formação da placa bacteriana, originando o tártaro e a doença periodontal.

Contudo, não é preciso retirar determinados alimentos do consumo. No caso dos corantes e açucarados, a diminuição na alimentação e a higienização correta dão conta do recado. Lembre-se: a base da saúde bucal está na higienização completa e visitas periódicas ao seu dentista. 

Jorge Iarossi é cirurgião dentista e diretor da Iarossi Saúde Odontológica e da Odontologia Personnalité, ambas em Guarulhos, na Grande São Paulo

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Combinação de técnicas odontológicas proporciona mudanças rápidas
Jorge Iarossi
 
A busca por um sorriso estético está cada vez mais facilitada e rápida graças aos avanços da odontologia. A combinação de duas técnicas tem colaborado para essa realidade: a realização do clareamento seguida da aplicação de facetas laminadas de porcelana.

Ideais para pacientes que desejam uma mudança rápida e segura no sorriso, estes procedimentos devolvem a simetria estética somada ao branqueamento uniforme. A faceta laminada de porcelana é indicada em casos de dentes escurecidos, extremamente restaurados na parte frontal ou ainda anatomicamente diferenciados e prejudicados. O dentista introduz o clareamento dentário em todos os dentes buscando o máximo de ganho em termos de clareá-los, seguido da aplicação das facetas, igualando e otimizando deste modo a cor e anatomia dos dentes.

As facetas apresentam estabilidade na cor, não se alterando com o tempo. Porém, como toda restauração, precisam ser avaliadas periodicamente, mas a manutenção por parte do paciente é basicamente a higienização correta das superfícies, em especial da junção do dente com a faceta. Já o clareamento dentário exige cuidados como evitar o consumo abusivo de chá, café, cigarro, bebidas e alimentos com corantes artificiais.
 
Jorge Iarossi é cirurgião dentista e diretor da Iarossi Saúde Odontológica e da Odontologia Personnalité, ambas em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Saiba escolher a prótese correta para trazer seu sorriso de volta

A moderna odontologia oferece algumas opções para quem quer reabilitar o sorriso sem precisar recorrer às dentaduras. Tratam-se dos implantes dentários, tecnicamente chamados de Overdentures e Protocolos.

Os Overdentures são próteses totais removíveis fixadas e estabilizadas sobre implantes osseointegrados. Deste modo apresentam maior retenção do que as dentaduras, além de permitir que o céu da boca fique livre no caso da arcada superior. Assim sendo permite que o paciente morda os alimentos com firmeza e confiança e os mastigue sem que a prótese fique “dançando” na boca.

As próteses são encaixadas sobre uma barra apoiada sobre os implantes por meio de dois ou mais “clipes” deixando a peça retida e estável; na arcada inferior são quatro ou mais implantes e na superior quatro ou seis. Com essa fixação, o paciente ganha segurança no seu dia-a-dia, além de facilidade na higienização, já que são removíveis.

Já o Protocolo é uma prótese fixa sobre implantes osseointegrados sobre seis ou mais implantes que devolve a satisfação de sorrir e especialmente de mastigar, pois devolve a sensação de dentes naturais. A prótese fixa exige também um cuidado mais adequado com a higiene diária exatamente por estar fixa sendo assim necessário a limpeza ao redor dos implantes para que não venha a desenvolver uma inflamação gengival - o que pode levar ao comprometimento e perda dos implantes com o passar do tempo.

O Overdenture é indicado para quem quer a praticidade de uma prótese removível somada a segurança e estabilidade durante a mastigação e o Protocolo é indicado para aqueles que não abrem mão de uma prótese fixa mas estão conscientes da sua dedicação extra com os cuidados de limpeza e manutenção, visto que nos dois casos o paciente deve estar em contato periódico com seu dentista.

Em alguns casos é possível realizar a carga imediata, que é na verdade a instalação imediata da prótese logo após a inserção dos implantes, visando encurtar o tempo de espera pós-cirúrgico da cicatrização e ósseointegração dos implantes.

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Além do pré-natal, futuras mamães devem ter acompanhamento odontológico

Jorge Iarossi

É inegável a importância das mulheres grávidas passarem por exame pré-natal para conferir o seu estado de saúde e o do bebê. Contudo o que muitas não sabem é a necessidade de fazer um check-up odontológico neste período, isso porque as mudanças hormonais da gravidez atuam também na saúde bucal, podendo acarretar gengivite (inflamação da gengiva) que, sem tratamento adequado, pode se transformar em periodontite, doença mais grave que pode acabar em perda óssea.

O ideal é que este acompanhamento seja realizado em parceria com o obstetra, profissional que vai avaliar se a paciente pode passar por determinados exames - raios-X, por exemplo – e utilizar certos medicamentos e anestésicos, caso necessário.

O indicado é que a futura mamãe passe pelo dentista a cada três meses para limpezas periódicas e avaliação das gengivas. E caso apareça algum tratamento contraindicado na gravidez é preciso planejamento para realizá-lo após o parto.

É importante ressaltar que o pré-natal odontológico nada mais é do que prevenção. Assim sendo, a base para manter a saúde bucal é simples: nada mais do que a higienização correta. 

Jorge Iarossi é cirurgião dentista e diretor da Iarossi Saúde Odontológica e da Odontologia Personnalité, ambas em Guarulhos, na Grande São Paulo.

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Bruxismo, o mal da vida moderna

Grande parte dos problemas odontológicos tem como causas a má formação e a falta de higiene. Entretanto, há ainda um complicador, que tem como raiz o estresse. Trata-se do bruxismo. O mal da vida moderna vem atingindo cada vez mais pessoas de todas as idades e consiste em ranger os dentes durante o sono e apertá-los durante o dia.

Como é um problema progressivo, o paciente só percebe se tem a doença se prestar atenção na tensão muscular na mandíbula, se outra pessoa escutar o rangido durante a noite ou ainda após notar os desgastes nos dentes. O portador de bruxismo também pode sofrer com dores nos músculos da mastigação, estalos nas articulações, dores de cabeça etc.

A odontologia é a indicada para diagnosticar e amenizar os efeitos do bruxismo com a utilização de placas de acrílico, acetato ou silicone – as chamadas placas interoclusais - servindo como um “capacete” que protege os dentes.

Mas é importante ressaltar que o tratamento completo necessita da atuação conjunta em várias áreas, que incluem a participação de fonoaudiólogos e psicólogos. Para que esse trabalho em grupo ocorra, é necessário diagnosticar as causas do bruxismo. Geralmente, o estresse apenas intensifica o quadro, contudo não é a única causa. Isso porque a doença acontece em pacientes com má formação da arcada dentária ou dentes tortos. Deste modo, também podem ser usados aparelhos ortodônticos no tratamento.

Contudo, ressalta-se que não se deve abrir mão da questão psicológica, devendo o estresse ser tratado seja com especialistas seja com a prática de atividades esportivas e relaxamento. Em todo caso, procure um dentista e comece a se livrar deste mal. 

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Problemas odontológicos podem interferir no rendimento escolar

Cada vez mais os pais compreendem a importância de levar os filhos regularmente ao dentista. Além de manter a saúde bucal, esse hábito evita um problema até então inesperado para grande parte: a queda no rendimento escolar. Cáries, respiração pela boca e mordida cruzada podem sim interferir diretamente na vida acadêmica.

As dores causadas pelas cáries desconcentram o estudante, além de atrapalhar a correta mastigação dos alimentos, o que prejudica a absorção integral dos nutrientes pelo organismo e, assim, gera fadiga.

Já o ato de respirar pela boca provoca não apenas a secura dos lábios, dentes e gengiva como também a sensibilidade dentária e o desenvolvimento de infecções, já que a tendência é de a gengiva desenvolver inflamações - devido ao ressecamento ocorrem microfissuras que propiciam a entrada de bactérias e microorganismos nocivos. Além desses aspectos odontológicos, respirar pela boca causa cansaço no estudante, pois há uma queda na oxigenação do cérebro e, consequentemente, o aluno vai sofrer com desconcentração.

Por fim, a mordida cruzada – quando a arcada superior se projeta para dentro e a inferior para fora - desgasta os dentes e pode até ocasionar disfunções da ATM, resultando em dores na mandíbula, dores de cabeça e até desvio na face. Com a irritação proveniente das constantes dores, o aluno certamente ficará irritadiço, atrapalhando o aprendizado.

Nota-se assim o quanto é importante manter a saúde bucal, já que fatores considerados apenas como problemas odontológicos acabam por interferir no bem estar do indivíduo e, deste modo, em tarefas do cotidiano, como o estudo.

Além de passar por um check-up odontológico, o acompanhamento frequente por um profissional desde a mais tenra idade é a melhor maneira de planejar tratamentos simples que evitam, mais tarde, ações mais drásticas como cirurgias ortognáticas, procedimentos necessários em caso de queixos proeminentes ou reclusos (deformidade da face), maxilares desiguais, entre outras ocorrências que prejudicam a funcionalidade da mordida, a estética facial e a autoestima. 

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A odontologia no controle do ronco

Dia a dia aumenta a consciência de que os distúrbios do sono implicam seriamente na saúde e bem estar. Profissionais da saúde, entre eles os dentistas, vêm pesquisando e criando tratamentos e instrumentos para solucionar ou ao menos minimizar os problemas na hora de dormir. Entre eles está o ronco que atinge 19% das mulheres e 30% dos homens.

O que muita gente não sabe é que o ronco se trata da tradução sonora que indica diminuição ou estreitamento da via aérea durante a passagem do ar. Geralmente ocorre por causa da vibração das paredes dos músculos da garganta durante o sono.

Profissionais da odontologia vêm se especializando no que tange a criação de aparelhos para auxiliar no controle do ronco. A introdução de aparelhos orais nesses casos tem apresentado resultados satisfatórios. São peças ortodônticas/ortopédicas que ajudam a desobstruir e aumentar  a passagem do ar pela garganta, já que posicionam a mandíbula para frente.

Ao manter a mandíbula nesta posição, os tecidos da garganta se esticam e a musculatura da faringe se torna mais firme, o que evita a ressonância. É importante ressaltar, no entanto, que o uso do aparelho é paliativo, assim sendo não cura o ronco, apenas soluciona o problema durante o uso. Há, inclusive, algumas limitações.

Pacientes com próteses removíveis ou dentaduras podem ter dificuldade em manter o aparelho na boca, sendo necessária uma avaliação antes da indicação de seu uso. Já quem tem prótese total inferior [dentadura] não tem possibilidade de usar, já que não há como manter o aparelho fixo, ou seja, para utilizar o aparelho é preciso antes fazerem os implantes para fixação da prótese.

Pacientes obesos ou com apneia acentuada precisam de outro tipo de tratamento; neste caso o aparelho bucal atuaria mais como coadjuvante. Já em casos de problemas nas articulações (disfunção de ATM) o aparelho não é indicado, pois agravaria a situação.

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Cigarro é prejudicial à saúde dos dentes também

São notórios os malefícios do cigarro para a saúde e o quanto é prejudicial para quaisquer procedimentos médicos. Na odontologia, além de prejudicar técnicas puramente estéticas, como o clareamento dental, o tabaco coloca em risco cirurgias significativas como a do implante dentário.

Não é surpresa para ninguém que o uso continuado de cigarro escurece os dentes. É muito fácil identificar um fumante pela coloração dos dentes. Mas os problemas vão além. O cigarro afeta diretamente a saúde bucal, sendo considerado um agravante a quem precisa realizar um implante.

Os profissionais devem alertar seus pacientes fumantes que o hábito pode causar a perda do implante e até mesmo estender o pré-operatório, já que o cigarro está ligado à perda óssea alveolar: fumantes crônicos têm sete vezes mais perda óssea dos que aqueles que nunca fumaram.

Além desse fator decisivo para o sucesso de um implante dentário, há ainda a diminuição na vascularização sanguínea ocasionada pelo tabaco, que retarda a cicatrização e a recuperação da cirurgia, podendo ocasionar ainda infecções e colabora, sem dúvida, para a perda do implante.

Assim sendo, o ideal para uma cirurgia de implantes dentários é parar com o fumo o quanto antes. Procure ajuda de profissionais para largar o vício e, assim, receber o tão sonhado implante. Se isso não for possível, então é indicado parar de fumar dias antes e após a cirurgia.

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Planejamento adequado evita problemas futuros 

Junto às inovações tecnológicas que surgem a todo momento, os implantes dentários caminham na mesma direção, popularizando-se e conquistando novos pacientes, já que se apresentam como ótimas alternativas para resolver problemas como perdas dos dentes naturais. Porém, até por desinformação, o planejamento - um aspecto muito importante dos processos de implantes, muitas vezes, é deixado de lado.

O correto planejamento passa pela orientação que os pacientes devem receber sobre os cuidados que a serem tomados não apenas durante, mas também após o implante e a manutenção, especialmente porque cada tipo de trabalho ou prótese sobre implante tem as suas particularidades.

É comum o paciente acreditar que não precisará mais voltar ao dentista após o procedimento, o que não é verdade.

É interessante ressaltar que cada boca é única. Por isso, precisa de um planejamento exclusivo e diferenciado. O tipo de finalização que o implante recebe pesa muito no aspecto de manutenção, sendo importante ressaltar a questão da higiene bucal e de visitas periódicas ao dentista ato indicado a todos os pacientes, sem exceção, que queiram manter uma boca saudável e conservar o trabalho realizado e o próprio implante.

Um planejamento inadequado e a ausência de manutenção acabam por gerar problemas periodontais, tais como infecções na gengiva e até mesmo a perca do implante. Para entender melhor como funciona esse processo basta fazer uma comparação simples:

O implante seria o alicerce, enquanto a prótese, a casa.

Ou seja, se o alicerce é fraco, se o implante não foi devidamente realizado, a casa perece; Da mesma forma, quando se deixa infiltrações ao redor da casa ou quando ela estiver inadequadamente construída, invariavelmente enfrentará problemas no futuro. Por isso vale frisar como é essencial um planejamento exclusivo, moldado às necessidades do paciente e, logicamente, respeitando a morfologia de cada boca. Do solo onde essa casa será levantada. 

Vale a pena levar em conta a questão do valor do orçamento e descontos generosos demais. É essencial ter em mente que ninguém faz milagres e que o barato pode sair caro.

Muita gente sair perdendo quando só pensa de economizar um pouco sem se importar em receber um implante inadequado e, às vezes, com material mais barato.

Para não cair em armadilhas, o ideal é consultar mais de um profissional, negociar e se certificar sempre da idoneidade da clínica e de seu responsável, lembrando sempre que o mais importante será o que vem pela frente.

Somente no médio e longo prazo é que o paciente vai desfrutar do investimento realizado na boca. Tomando esses cuidados, com certeza não correrá o risco de ficar frustrado com os resultados do implante. 

Jorge Iarossi é cirurgião dentista e diretor da Iarossi Saúde Odontológica e da Odontologia Personnalité, ambas em Guarulhos, na Grande São Paulo.

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Planejamento com crianças otimiza uso de aparelhos fixos na fase adulta
Jorge Iarossi 

No Brasil, a cada 10 crianças que nascem, oito vão precisar de tratamentos ortodônticos, que visam corrigir pequenas diferenças na formação dos ossos e dentes. São problemas que, além da estética, prejudicam a parte funcional da mastigação.

Muitas vezes, o problema aparece na fase de desenvolvimento das crianças, quando os pais buscam os consultórios dentários preocupados com os dentes tortos dos filhos.  A partir de uma avaliação profissional, percebe-se que se trata de uma formação desordenada dos maxilares.

Desta forma, antes do tratamento ortodôntico propriamente dito - quando são utilizados os aparelhos fixos -, o mais indicado é iniciar o planejamento por um tratamento ortopédico, que visa a correção e um crescimento ordenado dos maxilares, influenciando decisivamente no perfil na fase adulta.

O uso correto de aparelhos móveis para a correção ortopédica vai possibilitar que os maxilares se desenvolvam de maneira simétrica e correta. O período deste tratamento varia de caso para caso. Com o acompanhamento do paciente, o profissional vai identificar o melhor momento para iniciar o tratamento ortodôntico, quando são aplicados os aparelhos fixos.

Ou seja, o resultado final depende da junção da ortopedia e ortodontia, que vai gerar não apenas dentes visualmente alinhados, como também um conjunto facial harmônico e funcional, produzindo um perfil bonito e simétrico na fase adulta.

É importante ressaltar que é necessário começar a cuidar da harmonia facial a partir da infância. São tratamentos simples que evitam, mais tarde, cirurgias ortognáticas, procedimentos necessários em caso de queixos proeminentes ou reclusos, mandíbulas desiguais, entre outras ocorrências que prejudicam a funcionalidade da mordida e a estética.  

Jorge Iarossi é cirurgião dentista e diretor da Iarossi Saúde Odontológica e da Odontologia Personnalité, ambas em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Clareamento dentário na medida certa
Jorge Iarossi 

Segundo dados de um estudo realizado pelo instituto Nielsen sobre saúde, beleza e cuidados pessoais, publicado recentemente, o clareamento dental está em segundo lugar dentre os tratamentos de beleza que mais interessaram aos entrevistados. O procedimento fica com 46%, perdendo apenas para a massagem corporal, com 54%.

É importante ressaltar que, apesar de ser considerado um método puramente estético, requer diversos cuidados, a começar pela escolha da técnica para clarear os dentes. No mercado há a disposição o clareamento com moldeira e a laser.

Basicamente, a escolha pelo método de clareamento dos dentes vai depender de diversos fatores, entre eles a causa do escurecimento, a vitalidade do dente e o estado clínico da boca do paciente. A técnica com moldeira é realizada em casa pelo próprio paciente. Consiste na utilização noturna de um molde individual com gel oxidante. A duração do tratamento é determinada pelo dentista.

Já o procedimento a laser é indicado para pacientes que não têm disponibilidade para utilizar o clareamento com moldeira ou ainda para os que passaram por esse tipo de técnica e apresentaram sensibilidade dentária. A técnica a laser minimiza esse efeito graças a combinação da luz ultra-violeta e do laser de baixa intensidade. Em média, três sessões são suficientes para obter-se o resultado desejado.

É importante ressaltar que o clareamento não atua em restaurações e coroas, por exemplo. Nestes casos, após o clareamento é necessária a troca da peça optando pela cor mais próxima das dos dentes branqueados.

Outro aspecto importante é canal tratado, pois após a finalização do branqueamento o dente que tem canal tratado apresenta uma cor ainda amarelada devido ao próprio procedimento. Deste modo é realizado o chamado clareamento interno: o dentista faz uma abertura no canal tratado colocando por alguns dias uma massa clareadora em seu interior. Esse processo é repetido por mais uma ou duas vezes até que esse dente alcance a cor dos demais que foram clareados.

Após esse processo, o profissional remove essa massa clareadora e introduz uma espécie de pino de fibra de vidro – mais resistente e da cor branca - o que resulta num dente mais branco, resistente e em harmonia com os demais.

Para manter os dentes mais brancos, o ideal é evitar o consumo abusivo de chá, café, cigarro, bebidas e alimentos com corantes artificiais. Sempre é bom ressaltar que o clareamento deve ser realizado com profissional e sem exageros, já que, como tudo o que é excessivo, pode danificar os dentes. 

Jorge Iarossi é cirurgião dentista e diretor da Iarossi Saúde Odontológica e da Odontologia Personnalité, ambas em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Próteses personalizadas vão além da estética
Jorge Iarossi

Em um passado não muito distante era comum as pessoas começarem a usar dentaduras muito precocemente, já por volta dos 18 anos. Era um tempo em que dentista servia para arrancar os dentes, em vez de tratá-los adequadamente. Ou seja, qualquer problema simples era motivo para extração, algo que ocorria até em grandes centros urbanos.

Para piorar ainda mais o quadro, as próteses eram inadequadas. A maioria das dentaduras era feita com dentes em tamanho único, não importando idade, gênero e etnia. Os dentes utilizados eram sempre os mesmos. Os mais jovens acabavam com o desenvolvimento da parte óssea interrompido exatamente pelo uso das dentaduras muito cedo. Elas impedem o crescimento e desenvolvimento dos maxilares.

Hoje, com a evolução da odontologia, as pessoas - que por algum motivo perdem todos os dentes e optam pelo uso de dentaduras – já contam com próteses e dentes personalizados, que respeitam a morfologia de cada rosto. Não é apenas mera questão estética, mas também essencial para a funcionalidade. A dentadura é determinante na fala e na mastigação, sendo comum observar problemas gástricos em quem está com uma prótese inadequada e muito antiga.

É importante ressaltar que a troca das dentaduras deve ser realizada de cinco em cinco anos, em média, ou dependendo da orientação do profissional. Por isso é fundamental visitar o dentista ao menos uma vez por ano para que ele possa analisar a saúde bucal por inteiro.

Sempre é bom lembrar que a dentadura merece uma atenção especial quanto à higienização. Comumente muitos pacientes ficam o dia todo sem limpar a prótese, o que pode acarretar desconforto e acúmulo de tártaro. Assim sendo, o ideal é higienizar a peça sempre após as refeições, utilizando escovas de dente macias.

E a todos que usam a famosa dentadura - que são as próteses totais - vale a pena consultar um dentista e perguntar pela Overdenture, a melhor e mais moderna substituição das próteses totais com a certeza de que ficarão bem firmes e seguras. 

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Cuidados com a dentição começam já no nascimento do bebê
Jorge Iarossi 

Os cuidados com a dentição devem começar antes mesmo de os dentes nascerem. É importante os pais se conscientizarem da importância de se higienizar a boca do bebê desde o seu nascimento, estimulando o hábito de manter a boca limpa e evitando, assim, a fermentação do leite materno que gera a criação de um ambiente propício ao desenvolvimento de bactérias e de cárie, quando os dentes começarem a crescer.

Enquanto o bebê não tem dentes, os pais devem utilizar um pano limpo, macio e úmido para limpar delicadamente lábios, gengivas e língua, sempre após as mamadas; vale também dar uma chuquinha com água após a amamentação, já que ajuda a higienizar a boca e garganta da criança.

Já quando a dentição começa a despontar, os pais devem utilizar escovas de dente especiais para crianças. O ideal é estimulá-las a criar o hábito da higiene bucal por meio de brincadeiras ou até mesmo quando os pais estão escovando os dentes, incentivando-as a fazer o mesmo. Neste caso há diversos tipos de escova, uma para cada fase da criança, sendo que devem ser macias e com a cabeça pequena. As escovas precisam ser mantidas limpas e secas, devendo efetuar a troca quando apresenta sinais de deformação.

Até os cinco anos, as crianças devem utilizar creme dental sem flúor, pois geralmente elas engolem a pasta por curiosidade ou simplesmente por ainda não ter o controle de cuspir – o flúor neste caso irrita o aparelho digestivo se ingerido em excesso. Assim sendo, os pais precisam orientar a criança a não engolir o creme dental, bem como ensina-la a cuspir corretamente.

Além disso, a quantidade de pasta na escova tem que ser a mínima possível – o tamanho de uma unha do dedo menor do bebê já é suficiente -, em excesso, o creme dental pode gerar problemas nos dentes permanentes que estão em formação.  Outro aspecto importante é manter a pasta longe do alcance das crianças.

Com os dentes formados, deve-se introduzir também o uso do fio dental, sempre ensinando como utilizar por meio de brincadeiras e com muita persistência, já que as crianças tendem a resistir a ideia no começo.

É importante frisar que, apesar de não serem eternos, os dentes de leite merecem cuidados, já que são importantes no desenvolvimento crânio-facial da criança, contribuindo diretamente no crescimento dos dentes permanentes. O incentivo, a participação e o ensinamento dos pais são fundamentais nessa fase para arraigar o hábito da higienização bucal e promover não apenas a saúde da criança, como também a saúde bucal do futuro adulto. 

Jorge Iarossi é cirurgião dentista e diretor da Iarossi Saúde Odontológica e da Odontologia Personnalité, ambas em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Facetas devolvem aparência singular do esmalte preservado

Cada vez mais a odontologia apresenta novidades não apenas para a saúde bucal como também para a estética do sorriso. Uma dessas inovações é a faceta, indicada em casos de dentes escurecidos, extremamente restaurados na parte frontal ou ainda anatomicamente diferenciados.

Produzida em porcelana (cerâmica), a faceta nada mais é do que uma restauração da parte frontal dos dentes (face vestibular) através de uma lâmina colada no dente, restaurando e renovando a aparência singular do esmalte quando íntegro e preservado. A vantagem principal é a preservação de estrutura dental, já que o procedimento desgasta menos os dentes do que se fosse feita uma coroa ou mesmo uma "jaqueta".

Resistentes, as facetas apresentam estabilidade na cor, não se alterando com o tempo. Como toda restauração, as facetas laminadas precisam ser avaliadas periodicamente, mas a manutenção, por parte do paciente, é basicamente a higienização correta das superfícies, em especial da junção do dente com a faceta. É importante ressaltar que como todo tratamento - simples ou sofisticado - exige que o paciente mantenha sempre suas visitas periódicas ao dentista.

Jorge Iarossi é cirurgião dentista e diretor da Iarossi Saúde Odontológica e da Odontologia Personnalité, ambas em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Jorge Iarossi

Pacientes diabéticos precisam de cuidados especiais com dentes

Para qualquer tratamento odontológico é importante o paciente estar com a saúde em dia. Mas nada impede que portadores de doenças como a diabetes, por exemplo, se submetam aos procedimentos odontológicos, desde que tenham a doença sobre controle.

Isso porque a diabetes não controlada acaba por gerar outras complicações na região bucal, como a gengivite, periodontite, suscetibilidade para desenvolver infecções, dificuldade de adaptação de próteses etc. Conforme diminui o controle da glicemia, aumenta a possibilidade de complicações bucais.

Deste modo, é essencial que os pacientes diabéticos informem o cirurgião dentista sobre o seu quadro, sendo indicado até mesmo um trabalho integrado entre o dentista e o médico do paciente em procedimentos mais extensos, possibilitando a atenuação de possíveis complicações.

Ou seja, não há contraindicações para o paciente portador da Diabetes, nem mesmo para cirurgias de implante dentário ou demais intervenções, desde que a doença esteja sob controle e com autorização, exames e acompanhamento médico.

Jorge Iarossi
Jorge Iarossi é cirurgião dentista e diretor da Iarossi Saúde Odontológica e da Odontologia Personnalité, ambas em Guarulhos, na Grande São Paulo

Cuidado especial com os dentes é necessário

Para qualquer tratamento odontológico é importante o paciente estar com a saúde em dia. Mas nada impede que portadores de doenças como a diabetes, por exemplo, se submetam aos procedimentos odontológicos, desde que tenham a doença sobre controle.

Isso porque o diabetes não controlado acaba por gerar outras complicações na região bucal, como a gengivite, periodontite, suscetibilidade para desenvolver infecções, dificuldade de adaptação de próteses etc.

Conforme diminui o controle da glicemia, aumenta a possibilidade de complicações bucais. Deste modo, é essencial que os pacientes diabéticos informem o cirurgião dentista sobre o seu quadro, sendo indicado até mesmo um trabalho integrado entre o dentista e o médico do paciente em procedimentos mais extensos, possibilitando a atenuação de possíveis complicações.

Ou seja, não há contraindicações para o paciente portador do Diabetes, nem mesmo para cirurgias de implante dentário ou demais intervenções, desde que a doença esteja sob controle e com autorização, exame e acompanhamento médico.

Saiba como higienizar corretamente sua boca

Manter a higiene bucal é a melhor forma de prevenir problemas como cáries, gengivite, periodontite, mau-hálito etc. Para tanto, é importante promover uma higienização correta dos dentes e gengivas, não apenas simplesmente utilizando fio dental e escova, mas procurando saber qual tipo de produto é o mais indicado para cada caso. Nessas horas, nada como uma consulta ao dentista.

No mercado há disponíveis diversos tipos de dispositivos de limpeza como fio e fita dental. Enquanto o fio dental é mais comumente empregado e é indicado para grande parte dos casos, sendo que sua espessura varia de acordo com as especificações de cada marca, a fita dental é indicada para aqueles que têm dentes extremamente juntos.

No caso das escovas, o ideal é escolher as de cerdas macias, levando em consideração o tamanho dos dentes e da boca na hora de optar pelo tamanho da “cabeça”. Sempre adquira escovas de marcas confiáveis. Caso tenha dúvidas, nada melhor que perguntar ao dentista qual é a opção correta para seus dentes. A escova deve ser trocada a cada três meses ou quando notar que está desgastada. Outra dica importante é trocá-la após gripes e resfriados, para diminuir o risco de novas infecções.

Ainda no aspecto de escovas, até mesmo as próteses móveis (dentaduras, pontes removíveis e aparelhos ortodônticos) pedem instrumentos específicos para higienização. Vale a dica de que sejam macias para não desgastar a prótese. Outro produto que complementa a limpeza das dentaduras é a pastilha efervescente. Além disso, já há no mercado uma nova marca de creme dental indicado para as próteses móveis.

Para finalizar, o enxaguatório bucal é item fundamental para manter a saúde, devendo ser utilizado, ao menos, uma vez ao dia. Na hora de escolher, prefira aqueles sem álcool, sem cor (especialmente em casos de clareamento dental recente). Evite usar aqueles com clorexidina, já que podem manchar os dentes e alterar o paladar, sendo que os com essa substância não devem ser utilizados por mais de sete dias. 

Jorge Iarossi é cirurgião dentista e diretor da Iarossi Saúde Odontológica e da Odontologia Personnalité, ambas em Guarulhos, na Grande São Paulo

A estética bucal além dos dentes

A estética bucal não se limita apenas aos dentes. Uma gengiva harmoniosa também é item essencial para se ter um sorriso esteticamente bonito. Neste sentido, surge a gengivoplastia, técnica indicada para aquelas pessoas que, ao sorrirem, exibem grande parte da gengiva, ou ainda àquelas que sofrem com raízes dentárias expostas devido ao “encolhimento” da gengiva na região.

A técnica é basicamente a redução do tamanho da gengiva e a modificação do seu contorno ou ainda a sua reconstrução com enxerto. O procedimento é realizado com anestesia local. O cirurgião dentista aplica ainda uma proteção no local da cirurgia, possibilitando que o paciente se alimente normalmente. Há ainda casos em que, a partir da gengivoplastia, a raiz dos dentes pode ficar exposta, contudo isso é facilmente solucionado cobrindo a área com resina, o que proporciona resultados naturais.

Outro instrumento de grande valia na plástica das gengivas é o laser terapêutico, ideal para otimizar a cicatrização e diminuir a dor e inchaço. Os resultados do procedimento podem ser conferidos já nas primeiras semanas. Contudo é importante ressaltar que a cicatrização integral da parte interna da gengiva ocorre a partir dos seis meses.

A plástica gengival também vem sendo muito utilizada em caso de implante dentário devido à reabsorção óssea e consequente depressão da área a ser reabilitada com o dente reposto. Nesse caso, através do enxerto gengival e enxerto de tecido conjuntivo há melhora significativa na estética do paciente.

Para uma avaliação correta o indicado é consultar uma equipe integrada formada por profissionais especializados em periodontia, prótese e dentística estética, já que na maioria dos casos essas especialidades trabalham juntas no tratamento. 

Jorge Iarossi é cirurgião dentista e diretor da Iarossi Saúde Odontológica e da Odontologia Personnalité, ambas em Guarulhos, na Grande São Paulo

Laserterapia é importante coadjuvante nos tratamentos odontológicos

Considerada uma importante coadjuvante na odontologia, a laserterapia pode ser aplicada em casos de pré e pós-operatório. O segredo do laser está na mudança do metabolismo das células, o que acelera a cicatrização, além de ter efeito bactericida, já que elimina as bactérias em canais infectados. Isso funciona, por exemplo no tratamento de canal.

Além da utilização no ato pré-cirúrgico, o laser atua na amenização de sintomas pós-cirúrgicos, aliviando os edemas, dores e reparando os tecidos. Assim sendo, tem sido amplamente usado em tratamento do canal, cáries e sensibilidade do dente, além de lesões como aftas e herpes.

Na parte estética, o laser também tem seu papel, já que atua no pós-clareamento dentário, quando se desenvolve uma sensibilidade nos dentes. É importante lembra que a laserterapia não substitui os tratamentos convencionais e a anestesia.

Outra utilização da laserterapia pode ser notada na diminuição do desconforto na hora de aplicar a anestesia. Neste caso, o laser também pode ser aplicado como um pré-anestésico.

Também promove o aumento da circulação, o que facilita a absorção da anestesia pelo paciente. É importante que o profissional seja capacitado para utilizar o aparelho e siga todas as orientações técnicas.

A laserterapia auxilia ainda a regeneração nervosa periférica, propiciando a recuperação sensitiva em casos de parestesia, um distúrbio neuro sensitivo causado por uma lesão no tecido neural, sendo decorrente de fatores como cirurgias odontológicas, fraturas mandibulares, bloqueios anestésicos.

Conclui-se assim que a laserterapia é uma alternativa de tratamento eficaz para casos de distúrbios neurossensitivos, com recuperação do paladar e melhora sensitiva a estímulos mecânicos e térmicos.

Em breve, a laserterapia será amplamente utilizada nos procedimentos pré e pós-operatórios. Afinal só apresenta vantagens e colabora expressivamente na recuperação do paciente.

Perguntas e respostas sobre reabilitação oral

Nos últimos anos é possível notar como o implante dentário tem sido cada vez mais procurado por quem quer recuperar a saúde bucal e a autoestima. Com isso surgem diversas dúvidas sobre o procedimento: o que se obtêm com a reabilitação oral, quais as técnicas mais aplicadas e qual é a importância do planejamento. Confira abaixo as respostas. 

O que é possível alcançar por meio da Reabilitação Oral?

Através da Reabilitação Oral é possível resolver todos os problemas mastigatórios, incluindo problemas de oclusão que originam distúrbios de ATM e dores faciais, além de solucionar questões estéticas. Assim sendo, o paciente ganha qualidade de vida e auto-estima.  

Quais as técnicas de implante mais utilizadas?

Desde o início do desenvolvimento das técnicas de implante houve vários procedimentos, entre eles os implantes agulhados e os implantes subperiostal. Hoje em dia a mais utilizada é a dos implantes ósseointegrados (preconizado pelo método Brenemark), que começou a ser empregada na década de 60, atingindo aceitabilidade universal há alguns anos.

Nessa técnica são utilizados parafusos de titânio, colocados em áreas desdentadas e que apresentam capacidade de exercer as funções mastigatórias e funcionais de maneira semelhante a dos dentes naturais. O titânio tem propriedade de permitir que o osso cresça, fazendo uma justaposição ao longo do implante proporcionando, assim, a fixação do mesmo.

Qual a importância do planejamento para o implante dentário?

O planejamento é a parte principal do tratamento para se atingir a satisfação, ou seja, visa identificar as ausências dentárias, qual é a situação atual de oclusão e da mastigação do paciente, procurando visualizar quais são os problemas crônicos e as dificuldades que essa pessoa vem sofrendo.

A partir daí o profissional traça um planejamento que visa proteger os dentes remanescentes através da reposição dos dentes ausentes com a inserção de implantes dentários, devolvendo equilíbrio mastigatório e de oclusão, restaurando o conforto, a segurança e, por fim, restabelecendo a estética do sorriso e a satisfação do paciente.

Na maioria dos casos esse planejamento permite mais de um caminho para execução de um tratamento, sendo fundamental que o paciente seja orientado e receba explicações sobre os prós e contras de cada alternativa. Deste modo, o paciente pode acompanhar a evolução do tratamento e obter um resultado satisfatório.

Quais são os cuidados no pós-operatório?

O pós-operatório de todo procedimento médico ou odontológico é, sem dúvida, um momento importante. Mesmo com a cirurgia de implante - que está desmistificada e é muito simples e segura – são necessários cuidados, sendo que parte deles serão iniciados no pré-operatório, com o início de uso de medicação antibiótica e antiinflamatória profilática, controle de diabetes e outras orientações que podem variar dependendo da condição clínica do paciente. Por exemplo, fumantes devem ser orientados, pois o uso de cigarro ocasiona perda de implantes.

Como é efetuada a preservação dos implantes e qual é a durabilidade?

Pode haver comprometimento ou mesmo perda do implante se os cuidados de higiene e manutenção orientados pelo especialista não forem seguidos. A manutenção consiste num conjunto de técnicas e meios a serem empregados para manter a saúde dos tecidos gengivais e aumentar a longevidade dos implantes.

Quanto a durabilidade, pode se afirmar que em 95% dos casos, se os implantes não forem perdidos nos dois primeiros anos de uso, durarão por grande parte da vida do paciente. 

Jorge Iarossi é cirurgião dentista e diretor da Iarossi Saúde Odontológica e da Odontologia Personnalité, ambas em Guarulhos, na Grande São Paulo

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